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Irã pode ter colocado minas no Estreito de Ormuz; tráfego de navios cai


(Estreito de Ormuz, via satélite. Foto: Jacques Descloitres/ Wikimedia Commons)

Agências de notícias semioficiais do Irã divulgaram nesta quinta-feira (9) um gráfico que indica que a Guarda Revolucionária Islâmica pode ter instalado minas marítimas no Estreito de Ormuz durante o período de conflito.

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A imagem mostra um amplo círculo identificado como “zona de perigo” sobre o Esquema de Separação de Trânsito — a principal rota utilizada por navios que cruzam a passagem.

De acordo com o material, as embarcações seriam orientadas a navegar mais ao norte, próximas à costa iraniana. Durante a guerra, algumas já foram observadas utilizando esse trajeto alternativo.

O gráfico apresenta um recorte temporal entre 28 de fevereiro e 9 de abril, mas não esclarece se as minas teriam sido desativadas após o cessar-fogo anunciado na última terça-feira (7), o que mantém incertezas sobre a segurança da rota.

Estreito de Ormuz parcialmente fechado

Os dados mais recentes reforçam o impacto da tensão na região. Segundo a plataforma de análise Kpler, apenas quatro navios com sistemas de rastreamento ativos atravessaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira (8), primeiro dia completo após o início da trégua entre Estados Unidos e Irã.

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O número, no entanto, pode ser maior. O levantamento não inclui embarcações da chamada “frota escura”, que operam com rastreadores desligados — prática comum entre navios que transportam petróleo iraniano sob sanções internacionais.

Um relatório da Citrini Research, que enviou um analista para a região, destaca que cerca de metade dos petroleiros que atravessam o estreito não são detectados, porque estão navegando com transponders desligados ou transmitindo informações falsas.

Muitos também evitam o canal principal, utilizando um corredor menos visível próximo à ilha de Qeshm.

Além disso, o documento aponta que o Irã estaria permitindo a passagem controlada de embarcações, exigindo autorizações prévias para navegar próximo ao seu território, criando um “ponto de controle funcional” em vez de um bloqueio total.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

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