Dados oficiais de 2024 apontam que a expectativa de vida ao nascer no Brasil alcançou 76,6 anos, o maior valor desde o início da série histórica do IBGE, em 1940. Esse avanço representa um ganho de 2,5 meses em relação a 2023. Para os homens, a expectativa subiu de 73,1 para 73,3 anos; entre as mulheres, passou de 79,7 para 79,9 anos.
A recuperação gradual do indicador, após a queda registrada em 2021 durante a pandemia de Covid-19, reflete uma combinação de fatores que vão desde melhorias em saúde pública, saneamento, acesso a serviços básicos, até avanços em prevenção, vacinação e assistência pré-natal. A diminuição da mortalidade infantil também contribui para o aumento da longevidade: em 2024, a taxa foi de 12,3 óbitos por mil nascimentos, um recuo se comparado aos níveis registrados nas primeiras décadas da série histórica.
No entanto, as estatísticas ainda apontam desafios: entre adultos jovens, especialmente na faixa etária de 15 a 29 anos, a mortalidade masculina permanece acima da feminina. As causas externas continuam a pesar nesse recorte etário.
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No contexto regional, Santa Catarina se destaca claramente: é o estado com a maior expectativa de vida do país, superando a média nacional. Esse desempenho é frequentemente associado à qualidade de vida, à infraestrutura de serviços de saúde e às políticas públicas voltadas para bem-estar social no estado.
O novo patamar da longevidade brasileira reforça a importância de manter e ampliar investimentos em saúde, saneamento, educação, políticas de proteção social e programas preventivos.
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