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Empresas desistem de buscar crédito por anteciparem que as condições oferecidas tornarão a operação inviável
9:00 am – 05 de março de 2026
*Por Ubiratan Lima
O cenário de acesso ao crédito para a indústria brasileira em 2025 foi desafiador. Dados recentes da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em parceria com a ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento), pintam um quadro preocupante: 80% das indústrias enfrentaram dificuldades para acessar crédito de curto e médio prazo, e 71% para o de longo prazo. Juros elevados, exigência excessiva de garantias reais e a falta de linhas de crédito adequadas são os vilões recorrentes.
Os modelos de avaliação de risco baseados apenas em histórico e colateral – o “mais do mesmo” – já não atendem à complexidade e dinamismo do mercado atual. Embora protejam o balanço no curto prazo, eles estrangulam o investimento, a inovação e, em última instância, o crescimento da produtividade no médio e longo prazo. O crédito, que deveria ser uma alavanca de desenvolvimento, transforma-se em um gargalo.
É neste contexto que a tecnologia deixa de ser um diferencial e se consolida como infraestrutura crítica para o setor financeiro. Ferramentas avançadas de inteligência artificial (IA), análise de dados alternativos e sistemas de decisão automatizada não são um discurso futurista há bastante tempo. Elas permitem uma avaliação de risco infinitamente mais granular e preditiva.
O crédito não pode se dar ao luxo de ser apenas defensivo. Com a aplicação inteligente de tecnologia e dados, ele pode (e deve!) retomar seu papel essencial como motor de desenvolvimento econômico e industrial, sem abrir mão da indispensável disciplina de risco. O momento do setor financeiro abraçar essa transformação é agora. Assim, será possível construir pontes sólidas para o futuro da indústria nacional.
Ubiratan Lima
Ubiratan Lima é um executivo com quase 30 anos de experiência nos setores de contabilidade, tecnologia, serviços financeiros e gestão de risco.
Há cinco anos na Dimensa, atualmente é diretor da unidade de riscos, em que atua na gestão comercial e operacional e gestão de pós-vendas e jornada do cliente, além do desenvolvimento de produtos, treinamentos e consultorias. Anteriormente, teve passagem por empresas como Cisa Trading, Grupo Notredame Intermédica, Grupo Globalbras e B Capital Group. Graduado em Ciências Econômicas pelo Mackenzie, possui pós-graduação em administração contábil e gestão de negócios internacionais.
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