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Entenda por que os hormônios começam a impactar mais a saúde da mulher depois dos 30

A partir dos 30 anos, muitas mulheres começam a perceber mudanças no próprio corpo que nem sempre conseguem explicar. Cansaço persistente, dificuldade para emagrecer, alterações no ciclo menstrual, insônia, ansiedade e queda da libido passam a fazer parte das queixas mais frequentes nos consultórios. Embora esses sinais sejam muitas vezes atribuídos apenas ao estresse ou à rotina intensa, especialistas apontam que alterações hormonais progressivas podem estar por trás dessas transformações.

Diferentemente do que se imagina, o impacto hormonal não começa apenas na menopausa. O processo é gradual e pode se iniciar anos antes do climatério. A produção de progesterona tende a reduzir primeiro, seguida por oscilações no estrogênio. Ao mesmo tempo, fatores como resistência à insulina, alterações na tireoide e aumento do cortisol hormônio ligado ao estresse podem contribuir para mudanças metabólicas importantes. O resultado é um corpo que já não responde da mesma forma à alimentação, ao exercício físico e ao ritmo de vida adotado anteriormente.

A ginecologista e obstetra Dra. Juliana Lopes explica que a principal dificuldade é a falta de informação. “Muitas mulheres acreditam que é normal se sentirem constantemente cansadas ou que a queda de libido é apenas consequência da rotina. Mas, em diversos casos, existe um desequilíbrio hormonal que pode e deve ser investigado”, afirma.

Segundo a médica, o acompanhamento preventivo faz diferença. “Não é apenas uma questão estética ou de desempenho. Alterações hormonais impactam saúde cardiovascular, óssea, emocional e metabólica. Quanto mais cedo identificamos essas mudanças, melhor conseguimos orientar a paciente”, diz. Ela destaca que condições como síndrome dos ovários policísticos, início do climatério e distúrbios metabólicos costumam se manifestar com mais clareza nessa fase da vida.

Dra. Juliana participou do movimento nacional Make Brazil Healthy Again, iniciativa que reúne profissionais com o objetivo de fortalecer a prevenção e incentivar hábitos mais saudáveis no país. O programa busca ampliar o debate sobre saúde baseada em evidências e reforçar a importância de políticas e práticas que promovam qualidade de vida a longo prazo. Para a médica, discutir saúde hormonal feminina dentro desse contexto é essencial, já que a prevenção reduz complicações futuras e melhora o bem-estar geral.

No consultório, a médica também estruturou o programa “Volte a Sentir”, voltado à vitalidade feminina e à recuperação da libido. A proposta envolve avaliação hormonal e metabólica individualizada para compreender as causas de sintomas como baixa energia e redução do desejo sexual. “Libido não é apenas uma questão comportamental. Ela pode estar relacionada a fatores hormonais, emocionais e metabólicos. O primeiro passo é investigar de forma responsável”, explica.

Especialistas reforçam que consultas regulares, exames direcionados e acompanhamento médico adequado são fundamentais para atravessar essa fase com equilíbrio. Entender o próprio corpo e reconhecer que as mudanças hormonais fazem parte de um processo natural mas que pode ser acompanhado é um passo importante para preservar saúde, autonomia e qualidade de vida ao longo dos anos.

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