A próxima fronteira da inteligência artificial (IA), a IA agêntica, enfrenta uma crise crítica de confiança antes mesmo de sua adoção em larga escala. É o que revela o AI Trust Gap Report, estudo global realizado pela Denodo com 850 executivos.
De acordo com o relatório, à medida que a IA evolui de chatbots passivos para agentes capazes de tomar decisões e acionar fluxos de trabalho, 66% das organizações afirmam que o acesso a dados em tempo real tornou-se um requisito inegociável.
Barreiras técnicas
O relatório identifica quatro obstáculos principais que estão impedindo as empresas de transformarem experimentos de IA em sistemas operacionais autônomos.
63% das organizações relatam dificuldade para encontrar dados relevantes dentro de contextos de negócios específicos. Enquanto isso, para 66% dos líderes, a IA só é considerada confiável se os dados forem processados instantaneamente.
Uma iniciativa média de IA corporativa consome dados de mais de . Em 20% dos casos, esse número ultrapassa as mil fontes.
Da experimentação à escala automatizada
Para Dominic Sartorio, vice-presidente de marketing de produto da Denodo, a transição para sistemas autônomos exige uma base de informações dinâmicas e governadas que as arquiteturas atuais, baseadas em silos estáticos, ainda não oferecem.
“Quando um agente de IA gera um resultado de negócio, não há margem para dados obsoletos; para escalar a IA agêntica com confiança, as empresas devem ir além dos silos de dados e adotar uma base de informações dinâmicas e contextualmente relevantes”, afirma Sartorio.
O relatório conclui que a atual “lacuna de confiança” não é uma falha dos modelos de IA (LLMs), mas um reflexo de infraestruturas de dados que não foram projetadas para a velocidade e a complexidade dos sistemas agênticos.
