Uma ação de fiscalização da Vigilância Sanitária de Itajaí resultou na interdição de uma fábrica de pães que funcionava de forma irregular no bairro São João. O flagrante aconteceu de maneira inesperada, durante uma passagem de rotina do diretor da Vigilância, Silvio Schaadt, pela Rua Hildebrando José da Silva.

O local já vinha sendo monitorado há meses pela equipe, desde o início do ano, por suspeita de irregularidades. Segundo Schaadt, todas as vezes em que o setor tentava realizar uma vistoria, o portão permanecia fechado e as câmeras de segurança acompanhavam qualquer movimentação na frente do prédio.

Na tarde desta terça-feira, o fiscal passava pela região quando avistou uma carreta descarregando trigo. Desconfiado, ele decidiu agir. “Paramos a viatura um pouco distante, descemos e fomos até o local. Quando chegamos, pedi a documentação da carga e o responsável começou a tremer”, relatou Schaadt.

Durante a verificação, a nota fiscal apresentada indicava que o destino da mercadoria era a cidade de Indaial, mas a descarga ocorria em Itajaí. Ao perceber a inconsistência, a Vigilância acionou a Receita Estadual e a Polícia Militar. A carga de trigo, cerca de 30 toneladas, foi apreendida e o dono do estabelecimento, o proprietário da carga e o motorista do caminhão foram autuados. Todos responderão pelo desvio e transporte irregular da mercadoria.


veja o vídeo da apreenSÃO:

Além da fraude fiscal, os fiscais constataram graves problemas de higiene no local. “O espaço não tinha alvará sanitário, nem licença de funcionamento. Tinha esgoto a céu aberto, sujeira no chão e até fezes nas proximidades. Era uma situação absurda”, afirmou Schaadt.

Dentro do depósito, a equipe apreendeu ainda cerca de três toneladas de pães prontos para o consumo, que foram encaminhados para descarte no aterro sanitário. Segundo a Vigilância, a fábrica produzia e distribuía pães para diversos comércios da região, usando diferentes marcas e embalagens.

As investigações agora estão com a Receita Estadual e a Polícia Civil, que vão apurar a origem e o destino da carga. De acordo com as primeiras informações, o trigo era vendido a preço abaixo do mercado, cerca de R$ 50 por saca, quando o valor normal seria de R$ 64, o que reforça a suspeita de desvio.

A fábrica permanecerá interditada até que todas as pendências sanitárias e legais sejam regularizadas.


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