A secretária de Planejamento de Camboriú, Marcela Eleutério, afirmou que o projeto do Parque Inundável, obra considerada essencial para reduzir alagamentos e garantir reserva hídrica para Camboriú e Balneário Camboriú, está na etapa de atualização e aprovação do projeto técnico junto à Caixa Econômica Federal. A expectativa é de que a licitação ocorra no primeiro semestre de 2026.

Ainda em setembro, o projeto do Parque Inundável foi contemplado com R$ 73 milhões do governo federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), valor que será repassado por meio do consórcio CIM-AMFRI para atender aos dois municípios. O recurso financiará principalmente a construção do dique e do lago permanente, primeira etapa do Parque Inundável.

“Nesse primeiro trecho, o recurso contempla a construção do dique e o lago permanente. As desapropriações ainda estão sendo levantadas, quais áreas realmente serão ocupadas”, explica.

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O projeto original já tem alguns anos, e por isso está passando por ajustes na planilha orçamentária, atualização das licenças ambientais e revisão técnica. A Caixa Econômica Federal, o consórcio e as prefeituras trabalham em conjunto para agilizar a aprovação. A secretária explica que, embora o projeto esteja licenciado, ainda existem alguns ajustes que precisam ser esclarecidos, mas nada que impeça o prosseguimento do processo licitatório. Nessa semana os representantes do projeto, voltaram a se reunir com a Caixa.

“A reunião é para alinhar esses ajustes de projeto, organização do orçamento e ter esse afinamento com a análise da Caixa, para ter essa aprovação de forma célere, para que haja essa agilidade”, destaca.

A estimativa é de que o custo total da obra completa, incluindo infraestrutura, intervenções e desapropriações, possa chegar a cerca de R$ 120 milhões. Como ainda não há definição final das áreas que serão ocupadas, os valores exatos de desapropriações seguem em estudo. A princípio, serão utilizadas as áreas já declaradas de utilidade pública, todas ela na localidade do Braço, no interior de Camboriú.

Marcela Eleutério ainda destacou que as desapropriações poderão ser custeadas pelos municípios ou até mesmo pelo próprio PAC, embora a prioridade seja direcionar os recursos federais para a execução do parque. Ela não descarta a possibilidade de buscar novos recursos federais ou financiamentos caso seja necessário complementar o investimento para as etapas futuras.


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