O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha foi oficializada nesta quarta-feira, 19.
Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, Messias construiu sua carreira no serviço público com atuação técnica em diferentes áreas do Executivo. Ele foi consultor jurídico dos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia entre 2011 e 2012, e assumiu o cargo de subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil em 2015, no governo Dilma Rousseff.
Messias ganhou projeção nacional naquele mesmo ano, quando foi citado por Dilma em um telefonema com Lula interceptado pela Operação Lava Jato. No diálogo, a então presidente mencionava que o “Bessias” entregaria o termo de posse que permitiria ao petista assumir a Casa Civil, episódio que tornou o advogado conhecido do grande público e associado ao núcleo político do PT.
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Com o retorno de Lula ao Planalto, Messias coordenou a equipe jurídica da transição governamental, no fim de 2022. Em 2023, assumiu o comando da Advocacia-Geral da União (AGU), posição da qual passou a conduzir a defesa judicial dos interesses do governo e a ampliar sua interlocução com ministros do STF.
Além da confiança do presidente, pesaram na escolha fatores como sua reputação de discrição, o bom trânsito junto ao Supremo e o perfil evangélico, visto como uma ponte com setores mais conservadores. No ano passado, Messias participou de uma série de vídeos da Fundação Perseu Abramo sobre “o que pensam os evangélicos petistas”, movimento interpretado como tentativa de aproximação com esse segmento.
O indicado de Lula escreveu, em uma nota pública, que agradece a confiança do presidente e acolhe “com afeto todas as orações e manifestações de apoio recebidas”.
“Uma vez aprovado pelo Senado, comprometo-me a retribuir essa confiança com dedicação, integridade e zelo institucional”, escreveu.
A indicação ainda será analisada pelo Senado, que deve sabatinar o advogado-geral antes da votação em plenário.
Matéria por: Manuela Córdova – estagiária de Jornalismo
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