O anúncio feito pela Teka sobre o pagamento dos direitos trabalhistas de aproximadamente 1.200 ex-funcionários de Blumenau e Indaial gerou questionamentos por parte do sindicato da categoria.

Na última semana, a empresa divulgou ter firmado um acordo com a Justiça do Trabalho no valor de R$ 70 milhões, prevendo a quitação imediata de até R$ 10 mil por trabalhador na primeira etapa, e o restante parcelado em até 36 vezes.

A Teka também se comprometeu a vender imóveis não operacionais para antecipar o fim das parcelas e destinar eventual saldo ao pagamento do FGTS dos trabalhadores.

Foto: Cristiano Silva / Rádio Menina FM

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (14), a direção do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Blumenau e Região, questionou dois pontos; a ausência dos ex-funcionários na negociação e o pagamento dos direitos trabalhistas sem correção monetária. Confira:

O QUE DIZ A EMPRESA

Através de nota, a Teka informou que o acordo trabalhista recentemente firmado, no valor de R$ 70 milhões, foi construído com total transparência e dentro da legalidade, seguindo rigorosamente os trâmites judiciais e sob supervisão dos Tribunais Regionais do Trabalho da 12ª e 15ª Regiões.

Confira a nota na íntegra

A Teka esclarece que o acordo trabalhista recentemente firmado, no valor de R$ 70 milhões, foi construído com total transparência e dentro da legalidade, seguindo rigorosamente os trâmites judiciais e sob supervisão dos Tribunais Regionais do Trabalho da 12ª e 15ª Regiões. O processo contou com a participação dos órgãos competentes e homologação judicial, garantindo segurança jurídica para todas as partes envolvidas.

Desde que a nova gestão assumiu a Teka, em meados de junho de 2025, houve forte empenho em negociar com os sindicatos. Desde então, foram realizados ao menos oito encontros formais com representantes sindicais do Sintrafite, sempre com abertura ao diálogo e apresentação do quadro geral de credores. O Sindicato de Campinas, inclusive, aderiu ao mesmo modelo de acordo proposto ao Sintrafite, demonstrando alinhamento e legitimidade do processo.

O acordo foi firmado com base em decisões judiciais transitadas em julgado, respeitando os parâmetros legais e garantindo previsibilidade para todos os credores. A proposta assegura pagamento imediato de até R$ 10 mil por trabalhador na primeira etapa, com parcelamento do saldo em até 36 vezes, além da liberação de depósitos recursais e judiciais existentes. A Teka também se comprometeu a vender imóveis não operacionais para antecipar quitações e destinar eventual saldo para pagamento do FGTS, reforçando seu compromisso social.

A empresa reafirma que priorizou a dívida trabalhista e está empenhada em iniciar os pagamentos ainda este ano, antes do recesso judicial, conforme orientação dos Tribunais. Todo o processo foi conduzido com transparência, responsabilidade e legalidade, visando encerrar um impasse de mais de 13 anos e garantir segurança aos trabalhadores.



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