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Startup brasileira levanta pré-seed de R$ 10 milhões para acelerar criação de cidades e sociedades em rede


A Tools for the Commons, startup brasileira que desenvolve infraestrutura digital baseada em blockchain para viabilizar cidades e sociedades em rede, voltadas à gestão de bens públicos e a novos modelos de governança além das fronteiras físicas, captou R$ 10 milhões em uma rodada pré-seed que contou com a participação do fundo 468 Capital; da Sthorm, ecossistema de deep tech; da Tanssi, infraestrutura para contratos inteligentes; da Coins, carteira digital multimoedas; do Grupo OSPA, maior holding de cidades inteligentes do Brasil; e o apoio do escritório de advocacia Pinheiro Neto via seu programa de aceleração de startups; além de investidores-anjo como Stéphane Lopes, sócio do Grupo Mata; e Caetano Lacerda e Raphael Dyxklay, fundadores da Barte.

Com o objetivo de acelerar a criação das primeiras zonas econômicas digitais e físicas, um novo modelo que combina ambientes regulatórios diferenciados, tecnologias distribuídas e governança própria, o aporte será utilizado para estruturar uma rede global de zonas e atrair residentes, empresas e investidores. O plano de expansão prevê novas zonas na América Latina, África e Ásia. Atualmente, a Tools já gerencia uma zona em Zanzibar, na África do Leste, e em Honduras, na América Central.

“Nosso objetivo é desenvolver ambientes institucionais mais eficientes, capazes de competir pela atração de empresas, talentos e capital, reduzindo fricções para quem empreende”, destaca Hugo Mathecowitsch, fundador da startup.

Fundada em 2024, a Tools for the Commons opera como um marketplace de jurisdições, em que empreendedores, fundos e empresas escolhem o ambiente regulatório e institucional mais eficiente para operar e residir, com menos burocracia, carga tributária otimizada e ambiente de negócios e social diferenciado. Intitulado “estado em rede”, o modelo dispõe de várias zonas descentralizadas que compartilham as mesmas regras, governança e infraestrutura digital.

Com time majoritariamente brasileiro, a startup se posiciona como uma empresa exportadora de soluções institucionais, levando ao exterior modelos de zonas especiais, convênios e convenções para viabilizar novos ambientes de negócios, inclusive com estudos em curso sobre zonas de processamento de exportação e regimes de tributação diferenciada.

A Tools for the Commons visa estruturar uma rede global de centenas de zonas conectadas, criando uma nova geração de ambientes de convívio e negócios — comparável, em impacto institucional, a marcos como a Zona Franca de Manaus, porém com arquitetura digital e em rede.


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